sábado, 14 de março de 2009

14 de Março - Dia do Livreiro


Meus Parabéns Livreiros.

Hoje comemora-se mais um Dia especial para profissionais do Livro.

Dia 14 de Março - Dia do Livreiro.

Seja um vendedor de rua, seja um vendedor de livros de idiomas, de concursos, de literatura, de cordel, jurídico, de medicina, de universitário, de técnico, de bíblias, enfim um vendedor de conhecimento de infinitos segmentos.

Costumo dizer que um bom livreiro é mais que um vendedor de livros, é um psicólogo, um amigo, um médico, um terapeuta, um consultor, um conselheiro.

Apesar de qualquer vendedor de qualquer coisa, como geladeira, sapatos e roupas, (fique bem claro, respeito toda e qualquer profissão) serem mais bem remunerados do que nós livreiros, nenhuma outra profissão tem um ambiente repleto de tantas informações quanto a nossa, somos privilegiados e devemos aproveitar todo o tempo que estamos rodeados de grandes pensadores e conhecimentos.

Certa vez ao atender uma cliente num momento difícil de sua vida, recomendei alguns livros, na verdade três preciosos exemplares que pudessem ajudá-la, dois meses após, a mesma cliente retornou e me agradeçou dizendo: "Cleber obrigado por ter salvo a minha vida, após ler esses livros sou outra pessoa".

A mulher estava em depressão havia perdido a filha, pensando em suicídio, num momento realmente delicado.

Deus sem dúvida segurou na minha mão e fez com que servisse de instrumento ao entregar tais livros a essa cliente.

Nunca esqueci disso e é mais um caso que me motiva ainda a trabalhar com Livros.

10 anos entre livros, sem nenhum arrependimento.

A lição que fica é:

" Tente ser bom naquilo que você faz, faça com prazer."

Feliz Dia do Livreiro.

Cleber Duarte
Um eterno amante dos livros.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Você já abraçou seus avós hoje?


Carissímos,

Vocês já experimentaram pedir um abraço a um senhor ou uma senhora, no meio da rua, sem que nunca tenham visto-os? Já deu um bom dia a um casal de velhinhos de mãos-dadas como se fossem dois adolescentes apaixonados? Como se fossem não, retrato-me. Eles sentem-se e são, dois eternos e felizes apaixonados. A vida continua, e felizes são os que conseguem chegar a faixa etária, com nomenclatura de terceira idade. Como eles mesmos gostam de corrigir, “não é terceira idade, mas a melhor idade”. Quem me dera, chegar aos 88 anos. Assim como a minha Linda Vó Paterna, que está com o seu vigor sentimental e a sensibilidade cada dia mais a flor-da-pele. A saúde não é a mesma, é verdade. Mas feliz, realizada, com filhos, netos, bisnetos, tataranetos. Com suas escolhas todas feitas e nem todas acertadas, assim como deve ser, mas sem arrependimentos, sem olhar pra trás com olhos de inveja, e olhar sim pra trás, mas com olhos de saudades.

Saudades da aurora da vida, da época em que vivia sem violência, da época em que a corrupção era algo desconhecido, da época em que as doenças não eram tão ofensivas assim, da época em que namorar era somente pegar na mão, isso já era um avanço de sinal pra época, capaz até de o pai da moça puxar o facão pro rapaz. Época de inocência, não tão inocente, mas muito diferente de como é hoje, onde a televisão coloca o que quer dentro da sua cabeça, onde você é o que não quer e tenta ser o que os outros querem que você seja. Mas o sistema, é papo pra outro dia.

Voltando aos avós. Amem-os, como que se fossem perdê-los amanhã. Pois nada melhor que abraçá-los e dizê-los o quanto são especiais em nossas vidas. Te garanto, os olhos brilharão como os de uma criança ao ganhar um doce.

Cleber Duarte