
Expertise Humana
Hoje me aconteceu algo no mínimo inusitado, todos os dias o ser humano nos surpreende.
Estava esse que vos escreve, em seu trabalho, com um monte de relatórios em cima da mesa, muito atarefado, início de mês, véspera de feriado. Quando de repente uma ligação, à seguir os principais trechos:
Personagens:
EH - Expertise Humana
CD - Cleber Duarte
CC - Cristódio Cúmplice
MA - Dono da Empresa
----------------------------------------------------------------------------------------------
EH - O Sr. Cleber ? (Já em prantos, com a voz bem serena e trêmula de um Senhor de idade)
CD - Sim, em que posso ajudá-lo?
EH - Não Sr. Cleber, é o seguinte, (chorando muito) o meu filho chamado José Emanuel, que prestou serviço na reforma da nova loja da empresa do Sr., estava internado a 04 dias no Hospital de Base (Hospital referência em emergências) e hoje por volta das 04:30 hrs da manhã, veio a óbito.
EH - (Continua) Estou desesperado, não sei o que fazer, sou deficiente físico, vivo numa cadeira de rodas, na Sambambaia (nome correto: Samambaia, a idéia é mostrar humildade) preciso de sua ajuda, precisamos fazer o sepultamento em Padre Bernardo (Cidade do interior de Goiás) e não tenho condições de levá-lo, a funerária me cobrou R$ 450,00, só tenho R$ 200,00, que tinha separado da minha aposentadoria para questões de saúde, assim fica faltando R$ 250,00, ajude o meu filho que fez um trabalho temporário nesta empresa, dia 15 devolvo esse dinheiro quando receber o meu benefício, serei muito grato (chorando mesmo).
EH - Deposite na minha conta... (choros)
CD - Senhor, se acalme, qual o nome dele mesmo?
EH - É José Emanuel...
CD - Senhor, estou na empresa há 01 ano e meio e não tivemos nenhum colaborador, com esse nome.
EH - Mas ele trabalhou na reforma da outra loja.
CD - Sei, de que? (Confesso que fiquei com dúvidas).
EH - De ajudante de pedreiro, ajude meu filho, mando o dinheiro pelo meu genro no dia 15. (Realmente não participei ativamente da reforma da loja).
CD - Qual o nome do seu Genro?
EH - O nome dele é Cristódio.
CD - Dê-me o telefone dele por favor, vou ligar pra ele.
EH - Posso falar?
CD - Sim.
EH - 8480-xxxx, é Cristódio o nome dele.
CD - Tudo bem, façamos assim, vou ligar pra ele, enquanto isso fique calmo Senhor.
EH - Obrigado meu filho
....
(Disquei para o seu Genro).
CC - Alô. (Uma voz trêmula, mas diferente da anterior)
CD - O Senhor Cristódio?
CC - Isso.
CD - Tudo bem?
CC - Não está muito bem não rapaz, acabamos de perder um ente querido.
CD - Pois é, uma pena, exatamente a respeito disso que quero falar com o Senhor.
CD - Qual o nome do rapaz mesmo?
CC - É José Emanuel, ele trabalhou aí na empresa de vocês.(Repetiu estrategicamente a mesma estória do anterior).
CD - Senhor eu não me recordo desse rapaz ter prestado serviço para gente. (Decidi passar o telefone do Proprietário, logo após liguei para avisá-lo e deixá-lo ressabiado).
CD - Anote o telefone do proprietário, não conheço esse rapaz, veja com ele se o conhece e se pode fazer alguma coisa para ajudá-los
....
Minutos depois o proprietário me liga.
MA - Cleber, o cara me ligou, falou as mesmas coisas que falou pra você. Quem ligou foi o Senhor de cadeira de rodas. Não faço a mínima idéia de quem seja, logo desconfiei. Perguntei onde estavam, disseram que no Hospital de Base.
MA - Como trabalho em frente, decidi me oferecer a ir até ao local.
MA - Para minha surpresa, desligaram o telefone na minha cara. Era um golpe.
CD - Puxa vida, que picaretas.
------------------------------------------------------------------------------------------------
Prezados.
Até onde vai a expertise humana?
Faço questão de publicar esse tipo de golpe para que vocês não sejam pegos. Já ouvi outros casos parecidos, como um acidente forjado, cheque no chão e quem perdeu querendo recompensar quem achou para depois assaltá-lo. A maioria desses casos acontecem nas grande cidades, mas serve de instrumento de prevenção para qualquer pessoa e de qualquer lugar.
Eles mexem com os seus sentimentos, aos poucos você vai sendo envolvido na história/estória e acaba acreditando, quantas pessoas já não devem ter sido vítimas desses larápios e espertos?
Uma atuação de atores comparado aos melhores teatros contemporâneos.
Fica o alerta, atentem, tenham malícias, analise, vigiem.
Ajudem somente quando tiverem absoluta certeza. Para que depois, não sejam vocês que estejam precisando dela.
É uma pena, mas precisamos enrijecer em alguns casos nossos corações e atitudes para que não sejamos vítimas desses tipos de pessoas.
Que Deus nos proteja e abençõe esses.
Cleber Duarte
Hoje me aconteceu algo no mínimo inusitado, todos os dias o ser humano nos surpreende.
Estava esse que vos escreve, em seu trabalho, com um monte de relatórios em cima da mesa, muito atarefado, início de mês, véspera de feriado. Quando de repente uma ligação, à seguir os principais trechos:
Personagens:
EH - Expertise Humana
CD - Cleber Duarte
CC - Cristódio Cúmplice
MA - Dono da Empresa
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EH - O Sr. Cleber ? (Já em prantos, com a voz bem serena e trêmula de um Senhor de idade)
CD - Sim, em que posso ajudá-lo?
EH - Não Sr. Cleber, é o seguinte, (chorando muito) o meu filho chamado José Emanuel, que prestou serviço na reforma da nova loja da empresa do Sr., estava internado a 04 dias no Hospital de Base (Hospital referência em emergências) e hoje por volta das 04:30 hrs da manhã, veio a óbito.
EH - (Continua) Estou desesperado, não sei o que fazer, sou deficiente físico, vivo numa cadeira de rodas, na Sambambaia (nome correto: Samambaia, a idéia é mostrar humildade) preciso de sua ajuda, precisamos fazer o sepultamento em Padre Bernardo (Cidade do interior de Goiás) e não tenho condições de levá-lo, a funerária me cobrou R$ 450,00, só tenho R$ 200,00, que tinha separado da minha aposentadoria para questões de saúde, assim fica faltando R$ 250,00, ajude o meu filho que fez um trabalho temporário nesta empresa, dia 15 devolvo esse dinheiro quando receber o meu benefício, serei muito grato (chorando mesmo).
EH - Deposite na minha conta... (choros)
CD - Senhor, se acalme, qual o nome dele mesmo?
EH - É José Emanuel...
CD - Senhor, estou na empresa há 01 ano e meio e não tivemos nenhum colaborador, com esse nome.
EH - Mas ele trabalhou na reforma da outra loja.
CD - Sei, de que? (Confesso que fiquei com dúvidas).
EH - De ajudante de pedreiro, ajude meu filho, mando o dinheiro pelo meu genro no dia 15. (Realmente não participei ativamente da reforma da loja).
CD - Qual o nome do seu Genro?
EH - O nome dele é Cristódio.
CD - Dê-me o telefone dele por favor, vou ligar pra ele.
EH - Posso falar?
CD - Sim.
EH - 8480-xxxx, é Cristódio o nome dele.
CD - Tudo bem, façamos assim, vou ligar pra ele, enquanto isso fique calmo Senhor.
EH - Obrigado meu filho
....
(Disquei para o seu Genro).
CC - Alô. (Uma voz trêmula, mas diferente da anterior)
CD - O Senhor Cristódio?
CC - Isso.
CD - Tudo bem?
CC - Não está muito bem não rapaz, acabamos de perder um ente querido.
CD - Pois é, uma pena, exatamente a respeito disso que quero falar com o Senhor.
CD - Qual o nome do rapaz mesmo?
CC - É José Emanuel, ele trabalhou aí na empresa de vocês.(Repetiu estrategicamente a mesma estória do anterior).
CD - Senhor eu não me recordo desse rapaz ter prestado serviço para gente. (Decidi passar o telefone do Proprietário, logo após liguei para avisá-lo e deixá-lo ressabiado).
CD - Anote o telefone do proprietário, não conheço esse rapaz, veja com ele se o conhece e se pode fazer alguma coisa para ajudá-los
....
Minutos depois o proprietário me liga.
MA - Cleber, o cara me ligou, falou as mesmas coisas que falou pra você. Quem ligou foi o Senhor de cadeira de rodas. Não faço a mínima idéia de quem seja, logo desconfiei. Perguntei onde estavam, disseram que no Hospital de Base.
MA - Como trabalho em frente, decidi me oferecer a ir até ao local.
MA - Para minha surpresa, desligaram o telefone na minha cara. Era um golpe.
CD - Puxa vida, que picaretas.
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Prezados.
Até onde vai a expertise humana?
Faço questão de publicar esse tipo de golpe para que vocês não sejam pegos. Já ouvi outros casos parecidos, como um acidente forjado, cheque no chão e quem perdeu querendo recompensar quem achou para depois assaltá-lo. A maioria desses casos acontecem nas grande cidades, mas serve de instrumento de prevenção para qualquer pessoa e de qualquer lugar.
Eles mexem com os seus sentimentos, aos poucos você vai sendo envolvido na história/estória e acaba acreditando, quantas pessoas já não devem ter sido vítimas desses larápios e espertos?
Uma atuação de atores comparado aos melhores teatros contemporâneos.
Fica o alerta, atentem, tenham malícias, analise, vigiem.
Ajudem somente quando tiverem absoluta certeza. Para que depois, não sejam vocês que estejam precisando dela.
É uma pena, mas precisamos enrijecer em alguns casos nossos corações e atitudes para que não sejamos vítimas desses tipos de pessoas.
Que Deus nos proteja e abençõe esses.
Cleber Duarte
