quarta-feira, 3 de junho de 2009

Eu Quero Paz!



Eu Quero Paz!

Passei vinte dias em Umarizal gozando merecidas férias, no mês de Maio.

E percebi muitas coisas, costumo comentar inclusive aos meus amigos e conterrâneos que vivem aqui, é que a nossa cidade tem muita fartura, muita água, açudes cheios, muito peixe, comida de milho, enfim.

Mas nem tudo são flores...

Infelizmente algo me chamou a atenção negativamente.

A violência.

Nunca vi tanto medo e receio nos olhos de nossos conterrâneos, sentia o medo transpirado em nossa sociedade. Quando comentava que iria a uma cidade vizinha, logo comentavam: "Não vá é perigoso, está tendo assaltos e sequestros relâmpagos na região."

Assaltos e sequestros relâmpagos.

Nunca imaginei que isso fosse acontecer em nossa terra com tanta frequência como vem ocorrendo, uma cidade de paz, cujo a tranquilidade fluia, sentíamos dispostos a passar a noite conversando na beira da calçada, assim como fazíamos muitas vezes na casa de Dona Francisca, Vó de Fernanda. E hoje não vejo possibilidade de fazer isso com segurança e tranquilidade.

Hoje casas são assaltadas à luz do dia.

Ê saudades.

Umarizal há algum tempo deixou de ser a terra do sossego, o medo já toma conta de nossa cidade.

Me admirava sempre que ia passear, a quantidade de motos que aumentavam de um ano para o outro, hoje me admira a quantidade de armas e drogas que perambulam em todos os ambientes.

Precisamos de programas de combate ás drogas, precisamos nos preocupar com a educação de nossas crianças e jovens, precisamos cobrar atitudes de nossos governantes, a nossa terra pode e deve voltar o que era antes.

A acessibilidade das drogas e a falta de um efetivo de policiais permanente e ativo em nossa cidade, faz com que a violência só aumente a cada dia.

Enquanto digitava esse texto, soube do assassinato de dois jovens em apenas dois dias, ambos por arma de fogo.

Entristeço-me em saber que a terra em que nasci, não vive mas como era antes, onde há pessoas que amo, como meus familiares e amigos.

Clamamos por paz.

Outro fator que acredito ser relevante para esse aumento de violência é a Impunidade.

Ainda existe em nossa cidade o Apadrinhamento Político, uma prática antiga do coronelismo, onde os eleitores que comentem delitos são protegidos pelos seus vereadores e prefeitos eleitos por eles. Essa prática precisa ser extinta, a sensação de injustiça faz com que torne convidativa o banditismo e ilicitudes.

Não recordo-me de alguém ter sido preso, após ter cometido um assassinato em nossa cidade, se estiver errado corrijam-me.

Eu quero paz!

Cleber Duarte




terça-feira, 2 de junho de 2009

CQC - Custe O Que Custar


CQC - Custe O Que Custar
Há tempos não encontrava um programa tão interessante e envolvente quanto esse. Um programa realmente cômico-social, com pitadas de humor inteligente.

Por que cômico-social?

Bom, simplesmente eles fazem coisas que nós adoraríamos fazer, como: Falar o que temos vontade aos políticos, deixá-los de calças curtas perante os outros, desmentí-los olho no olho, lutar pelos nossos direitos em pleno congresso, dentre outras oportunidades que queríamos ter. É algo engraçado, mas que não tem nada de brincadeira.

Certo dia eles foram a Secretaria de Educação de São Paulo cobrar o uniforme e o material escolar dos alunos de uma escola estadual que até Abril ainda não tinham recebido. O problema logo foi resolvido.

Noutro programa vieram a Brasília e visitaram a Secretaria de Saúde cobrando soluções e melhorias nos hospitais públicos da cidade. Deram pelo menos um prazo para inaugurar um hospital (Um Elefante Branco em Santa Maria, cidade satélite de Brasília)

E eles ficam na cola, cobram, retornam, pedem explicações, exercem o poder de cidadão verdadeiramente de cobrar nossos direitos.

Costumo dizer que o CQC é o Robin Hood da Televisão Brasileira, pois resgatam nossa dignidade, nos fazem rir desses larápios de dinheiro público, que impunes continuam suas vidas como se nada tivesse acontecido, já que eles não pagam em Justiça, pelo menos ás segundas-feiras zoamos deles em rede nacional.

Onde?
Canal Bandeirantes (Band)
Horário do Programa
Segunda-Feira ás 22:15 hrs
Sábados (reprise) ás 23:45 hrs

Algumas vezes a Câmara dos Deputados e o Congresso tentaram proibir o direito de imprensa deles, de entrarem no congresso e na camâra, dentre outros manifestos, mas como graças a Deus a época da censura e militarismo já passou, não conseguiram.

Esses 07 homens de preto, tocam o terror com nossos políticos, vão até os seus gabinetes, se não são recebidos, esperam na porta, mas não deixam escapar com facilidade, como eles escapam ilesos de nossa justiça.

A irreverência, seu humor inteligente e sarcástico são de longe suas melhores qualidades.

O CQC surgiu na Argentina e Uruguai simultaneamente em 1995, no Brasil esse formato foi adotado somente em 2007. Em vários países já existem o CQC, inclusive na Holanda e Israel.

São eles os heróis, sendo os três primeiros apresentadores do programa e os demais repórteres à caça de diversão:

Marcelo Tas
(O âncora do programa)

Rafinha Bastos
(Participa do Grupo os Improváveis e do Solo A Arte do Insulto)

Marco Luque
(Participa do Grupo os Improváveis e do Terça Insana)

Danilo Gentili
(O mais sacana, o terror dos políticos)

Felipe Andreoli
(O desportista do grupo, cobre os eventos esportivos)

Rafael Cortez
(Repórter do Programa e violinista nas horas vagas)

Oscar Filho
(Cobre eventos sociais e festas de famosos)

Há vários quadros (reportagens), um dos mais legais é o Teste de Qualidade. Como funciona?

O Repórter Danilo Gentili vai até ao Congresso Nacional e começa a fazer perguntas aos nossos políticos, do tipo.

- O que signifia o Enem?
- O que é o FMI?
- O qe é PIB?
- O que significa PMDB?
- Quantos ministérios existem atualmente?
Dentre outras.

E pásmen, a grande maioria não sabem responder ou o fazem equivocadamente, uma vergonha! Não tem como não rir dos Deputados paspalhões.

Como podemos eleger essas pessoas que não sabem nem o que estão fazendo?

Reflitamos a respeito, vamos mudar a nossa posição, vamos se impor mais, lutar pelos nossos direitos e pelos deveres dos governantes de nosso país.

O CQC é um instrumento de conscientização cidadã.

Assistam, vale muito a pena.

Abraço.


Cleber Duarte

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Expertise Humana


Expertise Humana

Hoje me aconteceu algo no mínimo inusitado, todos os dias o ser humano nos surpreende.

Estava esse que vos escreve, em seu trabalho, com um monte de relatórios em cima da mesa, muito atarefado, início de mês, véspera de feriado. Quando de repente uma ligação, à seguir os principais trechos:

Personagens:

EH - Expertise Humana
CD - Cleber Duarte
CC - Cristódio Cúmplice
MA - Dono da Empresa

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EH - O Sr. Cleber ? (Já em prantos, com a voz bem serena e trêmula de um Senhor de idade)
CD - Sim, em que posso ajudá-lo?
EH - Não Sr. Cleber, é o seguinte, (chorando muito) o meu filho chamado José Emanuel, que prestou serviço na reforma da nova loja da empresa do Sr., estava internado a 04 dias no Hospital de Base (Hospital referência em emergências) e hoje por volta das 04:30 hrs da manhã, veio a óbito.
EH - (Continua) Estou desesperado, não sei o que fazer, sou deficiente físico, vivo numa cadeira de rodas, na Sambambaia (nome correto: Samambaia, a idéia é mostrar humildade) preciso de sua ajuda, precisamos fazer o sepultamento em Padre Bernardo (Cidade do interior de Goiás) e não tenho condições de levá-lo, a funerária me cobrou R$ 450,00, só tenho R$ 200,00, que tinha separado da minha aposentadoria para questões de saúde, assim fica faltando R$ 250,00, ajude o meu filho que fez um trabalho temporário nesta empresa, dia 15 devolvo esse dinheiro quando receber o meu benefício, serei muito grato (chorando mesmo).
EH - Deposite na minha conta... (choros)
CD - Senhor, se acalme, qual o nome dele mesmo?
EH - É José Emanuel...
CD - Senhor, estou na empresa há 01 ano e meio e não tivemos nenhum colaborador, com esse nome.
EH - Mas ele trabalhou na reforma da outra loja.
CD - Sei, de que? (Confesso que fiquei com dúvidas).
EH - De ajudante de pedreiro, ajude meu filho, mando o dinheiro pelo meu genro no dia 15. (Realmente não participei ativamente da reforma da loja).
CD - Qual o nome do seu Genro?
EH - O nome dele é Cristódio.
CD - Dê-me o telefone dele por favor, vou ligar pra ele.
EH - Posso falar?
CD - Sim.
EH - 8480-xxxx, é Cristódio o nome dele.
CD - Tudo bem, façamos assim, vou ligar pra ele, enquanto isso fique calmo Senhor.
EH - Obrigado meu filho
....
(Disquei para o seu Genro).
CC - Alô. (Uma voz trêmula, mas diferente da anterior)
CD - O Senhor Cristódio?
CC - Isso.
CD - Tudo bem?
CC - Não está muito bem não rapaz, acabamos de perder um ente querido.
CD - Pois é, uma pena, exatamente a respeito disso que quero falar com o Senhor.
CD - Qual o nome do rapaz mesmo?
CC - É José Emanuel, ele trabalhou aí na empresa de vocês.(Repetiu estrategicamente a mesma estória do anterior).
CD - Senhor eu não me recordo desse rapaz ter prestado serviço para gente. (Decidi passar o telefone do Proprietário, logo após liguei para avisá-lo e deixá-lo ressabiado).
CD - Anote o telefone do proprietário, não conheço esse rapaz, veja com ele se o conhece e se pode fazer alguma coisa para ajudá-los
....

Minutos depois o proprietário me liga.

MA - Cleber, o cara me ligou, falou as mesmas coisas que falou pra você. Quem ligou foi o Senhor de cadeira de rodas. Não faço a mínima idéia de quem seja, logo desconfiei. Perguntei onde estavam, disseram que no Hospital de Base.
MA - Como trabalho em frente, decidi me oferecer a ir até ao local.
MA - Para minha surpresa, desligaram o telefone na minha cara. Era um golpe.
CD - Puxa vida, que picaretas.

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Prezados.

Até onde vai a expertise humana?

Faço questão de publicar esse tipo de golpe para que vocês não sejam pegos. Já ouvi outros casos parecidos, como um acidente forjado, cheque no chão e quem perdeu querendo recompensar quem achou para depois assaltá-lo. A maioria desses casos acontecem nas grande cidades, mas serve de instrumento de prevenção para qualquer pessoa e de qualquer lugar.

Eles mexem com os seus sentimentos, aos poucos você vai sendo envolvido na história/estória e acaba acreditando, quantas pessoas já não devem ter sido vítimas desses larápios e espertos?

Uma atuação de atores comparado aos melhores teatros contemporâneos.

Fica o alerta, atentem, tenham malícias, analise, vigiem.

Ajudem somente quando tiverem absoluta certeza. Para que depois, não sejam vocês que estejam precisando dela.

É uma pena, mas precisamos enrijecer em alguns casos nossos corações e atitudes para que não sejamos vítimas desses tipos de pessoas.

Que Deus nos proteja e abençõe esses.

Cleber Duarte

sábado, 14 de março de 2009

14 de Março - Dia do Livreiro


Meus Parabéns Livreiros.

Hoje comemora-se mais um Dia especial para profissionais do Livro.

Dia 14 de Março - Dia do Livreiro.

Seja um vendedor de rua, seja um vendedor de livros de idiomas, de concursos, de literatura, de cordel, jurídico, de medicina, de universitário, de técnico, de bíblias, enfim um vendedor de conhecimento de infinitos segmentos.

Costumo dizer que um bom livreiro é mais que um vendedor de livros, é um psicólogo, um amigo, um médico, um terapeuta, um consultor, um conselheiro.

Apesar de qualquer vendedor de qualquer coisa, como geladeira, sapatos e roupas, (fique bem claro, respeito toda e qualquer profissão) serem mais bem remunerados do que nós livreiros, nenhuma outra profissão tem um ambiente repleto de tantas informações quanto a nossa, somos privilegiados e devemos aproveitar todo o tempo que estamos rodeados de grandes pensadores e conhecimentos.

Certa vez ao atender uma cliente num momento difícil de sua vida, recomendei alguns livros, na verdade três preciosos exemplares que pudessem ajudá-la, dois meses após, a mesma cliente retornou e me agradeçou dizendo: "Cleber obrigado por ter salvo a minha vida, após ler esses livros sou outra pessoa".

A mulher estava em depressão havia perdido a filha, pensando em suicídio, num momento realmente delicado.

Deus sem dúvida segurou na minha mão e fez com que servisse de instrumento ao entregar tais livros a essa cliente.

Nunca esqueci disso e é mais um caso que me motiva ainda a trabalhar com Livros.

10 anos entre livros, sem nenhum arrependimento.

A lição que fica é:

" Tente ser bom naquilo que você faz, faça com prazer."

Feliz Dia do Livreiro.

Cleber Duarte
Um eterno amante dos livros.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Você já abraçou seus avós hoje?


Carissímos,

Vocês já experimentaram pedir um abraço a um senhor ou uma senhora, no meio da rua, sem que nunca tenham visto-os? Já deu um bom dia a um casal de velhinhos de mãos-dadas como se fossem dois adolescentes apaixonados? Como se fossem não, retrato-me. Eles sentem-se e são, dois eternos e felizes apaixonados. A vida continua, e felizes são os que conseguem chegar a faixa etária, com nomenclatura de terceira idade. Como eles mesmos gostam de corrigir, “não é terceira idade, mas a melhor idade”. Quem me dera, chegar aos 88 anos. Assim como a minha Linda Vó Paterna, que está com o seu vigor sentimental e a sensibilidade cada dia mais a flor-da-pele. A saúde não é a mesma, é verdade. Mas feliz, realizada, com filhos, netos, bisnetos, tataranetos. Com suas escolhas todas feitas e nem todas acertadas, assim como deve ser, mas sem arrependimentos, sem olhar pra trás com olhos de inveja, e olhar sim pra trás, mas com olhos de saudades.

Saudades da aurora da vida, da época em que vivia sem violência, da época em que a corrupção era algo desconhecido, da época em que as doenças não eram tão ofensivas assim, da época em que namorar era somente pegar na mão, isso já era um avanço de sinal pra época, capaz até de o pai da moça puxar o facão pro rapaz. Época de inocência, não tão inocente, mas muito diferente de como é hoje, onde a televisão coloca o que quer dentro da sua cabeça, onde você é o que não quer e tenta ser o que os outros querem que você seja. Mas o sistema, é papo pra outro dia.

Voltando aos avós. Amem-os, como que se fossem perdê-los amanhã. Pois nada melhor que abraçá-los e dizê-los o quanto são especiais em nossas vidas. Te garanto, os olhos brilharão como os de uma criança ao ganhar um doce.

Cleber Duarte