terça-feira, 26 de junho de 2018
Chuva no Sertão
Sempre nos presenteia
Agrada e não perde o tom
A nossa terra floreia
Me diga se tem outro som
Mais lindo que água na telha?
O povo pras bicas correm
Com balde, vasilha e galão
Pra garantir os seus potes
Cheios em toda estação
E se ainda tiver sorte
Banha após a obrigação.
Crianças na rua correm
Atrás da melhor biqueira
Descalços com pé no chão
Não tem medo se relampeia
Mas quando dá um trovão
Pra casa pegam carreira
Por um período se bebe
Da água colhida na chuva
Nordestino que se preze
Doa a água e muito ajuda
Pra poder matar a sede
Daqueles que acabam a sua
As chuvas tão esperadas
Chegaram em nosso sertão
O sertanejo já com a enxada
Começa a limpar o chão
Iniciando a empreitada
Da grande plantação
O nosso Nordeste tem de tudo
E água não há de faltar
Para plantarmos os frutos
Há logo que começar
E aproveitar o bom tempo
Que Deus estás a mandar
És fértil o nosso sertão
Precisamos é de chuva
Se molhar nosso chão
É sinal que vem fartura
Pode não ter um tostão
Mas da roça o povo cuida
Estou longe do estado
Mas dele eu nunca esqueço
E de onde vem meu passado
Onde está meu endereço
Fui nessa terra gerado
E ter nascido lá agradeço
Me emociona saber
Que muito está chovendo
Que os açudes vão encher
Já tão com água batendo
Quando sangrar me avise
Pois quero ficar sabendo
Pra cada açude que sangra
Merece uma comemoração
Uma tertúlia, uma festa
Depois de uma boa oração
Agradecer a São Pedro
E ao Sagrado Coração
Cheiro de terra molhada
Verde da mata brilhando
Sorriso de toda a moçada
Povo no Rio pescando
Deus nos mandou essa graça
A todo mundo agradando
Já começaram as pescas
E acha de um pouco até
Curimatã, Piau e Traíra
Tilápia e o bom Tucunaré
Três palhas de peixe por vinte
Não chega pra quem quer
Feijão verde com nata
Milho assado e cozido
Peixe feito na brasa
Arroz de leite escorrido
Batata doce com casca
Quem come bem é nordestino
Citei nas linhas acima
O melhor do nosso comer
A força da nossa cozinha
Dá sustança desde ao nascer
Considero nossa comida
Uma enciclopédia gourmet
Enquanto o autor escrevia
Esses versos em cordel
Na minha terra chovia
Agradecemos ao céu
Motivo de tanta alegria
Que a lágrima fez seu papel.
Autoria: Cleber Duarte
terça-feira, 29 de março de 2011
Publicado edital de concurso dos Correios
terça-feira, 22 de março de 2011
Balcão de Concursos - Artigo de William Douglas
O QUE É A LEI SE O MAJOR (NÃO) QUISER?
Sobre a suspensão dos concursos no Executivo federal por um ano e o desrespeito ao art. 37 da CF, a quem estuda para concurso e à população. William Douglas*
Nas “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, três senhoras vêm à casa do Major Vidigal, que era o chefe de polícia, para pedir a condescendência dele em relação a um jovem soldado. O major fecha a carranca e diz que não pode fazer nada porque existe uma lei. Uma das senhoras diz: “– Ora a lei... o que é a lei, se o Sr. major quiser?” Então, completa o autor: “o major sorriu-se com cândida inocência”.
Quando o assunto é prover os cargos vagos no Executivo federal, parece que o problema é outro: "Ora a lei... o que é a lei, se a Sra. Secretária não quiser?" (paráfrase minha).
Fiquei pasmado com a notícia vinculada na Agência Brasil, de que a secretária do Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Célia Correa, afirmou que “não vai ter concurso público nenhum este ano. Todos os concursos serão postergados”. Pior que isso, a secretária também afirmou que “até mesmo aqueles que tinham sido realizados e não tiveram curso de formação concluído, também serão postergados”.
Não conheço a secretária, e a crítica aqui não é pessoal, mas técnica. Não consigo imaginar como se pode querer parar a máquina estatal por um ano, nem como se pode tratar com tamanho menoscabo o atendimento aos deveres da Administração Pública, pondo-se em risco a continuidade e a qualidade dos serviços públicos.Uma coisa é suspender concursos federais por uns poucos meses para fazer um estudo do que é mais urgente, e tal medida foi objeto de elogio meu em artigo recente. Outra coisa é parar todos os concursos por um ano, sem distinguir nenhuma prioridade. Mais irrazoável, e até mesmo cruel, é não nomear quem já passou, deixando-se em aberto vagas que precisam ser preenchidas. Isso é um desrespeito a quem estudou e passou, mas um desrespeito muito maior a quem precisa dos serviços públicos onde tais servidores são necessários.
Não quero crer que a secretária desconheça que os cargos que estão sendo providos, e as pessoas que serão nomeadas, não estão sendo chamadas "por esporte" ou diletantismo governamental. Os concursos estão preenchendo vagas criadas por lei. Não preencher tais cargos é descumprimento expresso da norma legal que criou as vagas e atentado contra a Constituição e o povo.Não se diga, anoto, que há cortes a fazer. É óbvio que há cortes a fazer! Apenas não podem ser feitos dessa forma arbitrária, genérica e irrazoável. Não se pode cortar o orçamento sacrificando a população nem tornando inviável a prestação de serviços públicos essenciais tais como, só para dar exemplos seríssimos, os do INSS, PF e PRF.
Ao lado desse absurdo, anote-se outro: ignorar os casos especiais, os quais, em um primeiro momento, noticiou-se que seriam poupados. Veja-se, por exemplo, o caso do BACEN, onde a expectativa é de 900 aposentadorias neste ano. O BACEN tem sido elogiado internacionalmente e tem dado lucro. E então, Secretária? Vamos deixar o povo mal atendido no INSS, a população e as rodovias federais à mercê de traficantes e contrabandistas de armas e drogas, e o BACEN sem meios para continuar seu excelente trabalho?
Não posso acreditar que uma máquina do tamanho do Executivo federal será tratada como se fosse uma padaria, onde o dono pode decidir não contratar ninguém por um ano. O Executivo federal é grande demais, complexo demais, e tem responsabilidades demais para ser tratado dessa maneira. Não me parece ser razoável, nem adequado, uma suspensão geral como esta, anunciada quase com naturalidade, como se estivéssemos tratando, já disse, de uma padaria, e não de um governo que atende 180 milhões de pessoas.
Custa crer que as expectativas da população e das pessoas que se preparam para se tornarem servidores serão tratadas dessa forma. Mais que isso, que a lei que criou os cargos será ignorada. Não sei se a Secretária é concursada, mas, se for, deveria se lembrar de como é custoso se preparar para um concurso e, de repente, ouvir que o governo mudou de ideia e que – por um ano inteiro – não vai mais cumprir as leis nem realizar os concursos que a Constituição prevê.
O que a Sr.a Secretária quis dizer ao afirmar que fará concurso apenas se houver uma "emergência"? Será que desconhece que não dá tempo para fazer um processo seletivo quando a "emergência" aparece? Que o Estado tem que se precaver e prover os cargos antes das emergências? Será que ignora que atender bem no INSS, no SUS e ter polícia trabalhando já é uma emergência?
Outro ponto a ser anotado é que as pessoas aprovadas no concurso dentro do número de vagas, bem como aquelas que surgirem em razão de desistências, ou nas hipóteses em que o edital que anunciar que o concurso vai ser utilizado para o provimento das vagas existentes e que surgirem dentro do prazo de validade do concurso, têm o direito à nomeação dentro do prazo de validade, sendo um direito reconhecido pelo STF e STJ. O que quer o governo? Obrigar a assoberbar ainda mais de ações o Judiciário, e perder várias ações que se tornarão necessárias em virtude de sua atitude impensada?
Além disso, a medida pode gerar outras ações também no campo da improbidade. Como muitas atividades são contínuas, talvez queiram fazer, quando o problema estourar, contratação de pessoal terceirizado. Isto burla o princípio do concurso publico, em prática condenada por toda a doutrina e que já foi objeto de ações do Ministério Público e condenação pelos Tribunais de Contas. Será que vamos ter que ver essas irregularidades praticadas outra vez? O governo não pode criar a urgência pelas contratações temporárias, e esta é exatamente uma das consequências de interromper os concursos. Um exemplo disso é o que está acontecendo na FIOCRUZ e em Universidades Federais. A arrecadação está aumentando, temos casos urgentes e inadiáveis de demandas por servidores; não se pode deixar de repor aposentadorias e exonerações. Enquanto isso, o Executivo federal trata a reposição como assunto menor. Inacreditável.
O dano a quem leva a sério a proposta de se tornar servidor não é maior porque tais pessoas, as que estudam para concurso, irão migrar para os concursos não suspensos: estaduais, municipais, do Judiciário federal, e das estatais. Mas há muito dano, apesar disso.
Indago: os concursandos podem ir para outro lugar (maldade, mas podem). Mas para onde irão os cidadãos que votaram na Presidenta eleita e que precisam ser atendidos de modo digno e eficiente pela Administração Pública Federal?
A notícia, caso seja corrigida, mostrará que está havendo a falta de cuidado devido ao se tratar de um assunto tão sério. Mas, menos mal. Mais bizarro será se a notícia for confirmada, pois mostrará falta de zelo com a lei e com a continuidade, qualidade e eficiência da Administração Pública da União, não só compromisso de campanha mas, muito mais que isso, dever constitucional (art. 37, caput, da CF).
Curioso, em relação aos reajustes salariais, haver sido noticiado que “Reajustes já formalizados não têm como não cumprir”. E a lei, Senhora Secretária, a lei que criou os cargos, tem como não ser cumprida? Ou serão a lei e a Constituição Federal meros detalhes se a Sra. Secretária assim o quiser?
*William Douglas é juiz federal/RJ, mestre em Direito, especialista em políticas públicas e governo.
Balcão de Concursos - Concurso próximo de sair
A assessoria de imprensa dos Correios divulgou nessa segunda-feira o nome da banca responsável pela organização da próxima seleção do órgão: o Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília - CESPE/UnB.
Foi divulgada também a previsão de cargos a serem preenchidos, bem como as áreas de atuação. Ao total esperam-se 9.190 vagas distribuídas entre os cargos de Carteiros (5.060), Atendentes (2.272) e Operador de Triagem e Transbordo (1.014), todas carreiras de Nível Médio. Para os candidatos com Nível Superior de escolaridade as chances são para Analista de Correios (796) e Medicina e Segurança do Trabalho (48).
As provas estão previstas para serem aplicadas ainda no primeiro semestre de 2011.
Balcão de Concursos - Concurso da SES/DF em breve
terça-feira, 27 de julho de 2010
A escrita e o cotidiano
Após um ano parado, volto a fazer algo que gosto. ESCREVER.
A frase acima me fez pensar na seguinte questão, já pensou quantas vezes deixamos de fazer o que gostamos ?
Porque fiquei tanto tempo sem fazer o que disse que gostava na segunda linha: Escrever ?
Amigos o nosso tempo está escasso é verdade, muita informação pra pouco tempo, e quando sobra o tempo utilizamos ele de forma fútil.
O nosso corpo por si só é acomodado, se habitua facilmente a coisas fáceis, como deitar no sofá e ver TV ou acessar a internet e ver bobagens, quando chegamos do trabalho.
Não vou prometer que escreverei com muita frequência pois o meu corpo também é acomodado, mas prometo que não passarei mais um ano sem postar algo neste diário moderno.
Por hoje não escrevo mais, confesso que não estou muito inspirado.
Cleber Duarte
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Eu Quero Paz!

Cleber Duarte
